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Tema: Um arriscado esporte nacional
É comum ouvir uma pessoa dizer à outra qual é o remédio mais eficaz para a sua doença. As trocas, os empréstimos de remédios entre amigos são cada vez mais cotidianos. O que quase ninguém sabe é que este excesso de amizade pode ser fatal.
O Brasil está entre os três primeiros países que apresentam maior índice de pessoas que se automedicam. O brasileiro tem mania de achar que está ou que pode vir a ficar doente e, conseqüentemente, acha que tomando remédios para todos os tipos de males estará se prevenindo. A esta situação dá-se o nome de hipocondria, o que realmente é uma doença grave.
A automedicação leva à morte, na maioria dos casos, pois a pessoa que ingere remédios sem conhecimento pode ser alérgica a substâncias presentes nestes e, conseqüentemente, ter um choque anafilático e nunca mais abrir seus olhos.
No país, 40% das vendas de remédios realizadas pelas farmácias se dão graças aos hipocondríacos. As indústrias fármaco-químicas têm 30% do seu lucro aliado à compra de medicamentos sem a receita médica.
Por lei, as farmácias são proibidas de vender qualquer remédio sem o pedido médico e devem ter, pelo menos, um farmacêutico formado, responsável pela farmácia. São raras as farmácias que obedecem a estas regras. O farmacêutico, ou pior, o balconista da farmácia julgam ter conhecimento igual ou maior ao do médico e se acham capazes de dar suas próprias receitas.
Por outro lado, o médico deve entender de fórmulas bio-químicas para saber qual remédio receitar_ mas muitos médicos não sabem na da de química e receitam remédios a esmo.
Outro perigo que vem crescendo é o da falsificação de remédios. Alguns plágios chegam a ser idênticos aos originais, enquanto outros são grosseiros. Estes remédios são mais baratos que os originais e são comprados até por clínicas e hospitais_ talvez até seja por inexperiência ou por desconhecimento do assunto. Não interessa o motivo pelo qual a compra foi efetuada, o que se sabe é que muitas pessoas já morreram, pois possuíam doenças graves e pensavam estar se curando quando, na verdade, tomavam o remédio errado.
Os riscos são muitos. As chances de evitá-los também. Basta um pouco mais de solidariedade e um pouco menos de ganância.
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